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Seletivas para o US Open: Axell, Barcellos, Mamá e Thor ficam longe da classificação

13/05/2017

Americano bate recorde negativo ao jogar 68 - de ida! - e 127 no total, 55 acima do par

Marcelo Monteiro

 

Os quatro brasileiros que disputaram a primeira fase de seletivas para o US Open ficaram longe da classificação para a segunda etapa, mas ao menos não chegaram nem perto do recorde negativo do americano Clifton McDonald, do Mississippi, que se inscreveu como profissional para jogar na chave do Robert Trent Jones Golf Trail de Silver Lakes, em Glencoe, Alabama, e assinou um cartão de 127 tacadas, 55 acima, sem um par sequer, o que incluiu o parcial de 68 tacadas em seus primeiros nove buracos (10 a 18), o que nem assim teria lhe dado a vaga, com direito a dois buracos com duplos dígitos: um 14 e um 11.

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O brasileiro que mais chegou perto da classificação foi Marcelo Monteiro, o Mamá, que jogou 75, três acima, na seletiva do The Club at Emerald Hills, na cidade de Hollywood, ao lado de Fort Lauderdale, na Flórida, na quinta-feira, 11 de abril, e terminou em 22º lugar. Rafael Barcellos, que jogou na mesma sede, veio logo atrás, com 76, empatando em 28º lugar. O amador Thor Salen ficou longe disso, com 84, mas ainda assim ficou à frente de cinco jogadores, fora os 13 que foram desclassificados, desistiram ou sequer começaram a jogar.

Nesse grupo, que teve Marc Turnesa, sobrinho de Willie Turnesa, duas vezes campeão do US Amateur, e o amador Matthew Brewster em primeiro, com 68 tacadas, classificaram-se ainda o canadense Corey Conners e Michael Buttacavoli, com 69, e o amador Garrett Barber, com 70. O colombiano Diego Velasquez e Ricardo Ronderos ficaram como primeiro e segundo reservas, respectivamente, ao jogar 71.

Axell – Distante dali, Axell dos Santos, da Fazenda da Grama, jogou 74, duas acima, para empatar em 44º lugar na seletiva do River Oaks Country Club, em Houston, no Texas, e ficar a seis tacadas da vaga, mas não tem do que se envergonhar, depois de ter jogado duas abaixo em 16 buracos, numa volta onde o nervosismo do começo e o tudo ou nada do final lhe custaram dois duplos bogeys.

Tendo Marcos Guerra, sócio da Fazenda da Grama, que o hospedou no Texas, como caddie, Axell abriu a seletiva mandando o drive para fora de campo no seu primeiro buraco, o 10, e ainda fez bogey no buraco seguinte, antes de recuperar o controle e chegar ao tee do 7, a três buracos do final, no par do campo e precisando de dois birdies para se classificar. Axell, então, arriscou tudo nesse par 4, um dog leg para a direita que tentou cortar, mas perdeu a bola a mata, o que lhe custou mais um duplo bogey. Fora isso fez quatro birdies, 10 pares e dois bogeys.

Destaques – Das oito vagas da chave, quatro ficaram para amadores, incluindo Emmett Oh e Cole Hammer, primeiro e segundo colocados, com 65 (-7) e 66 (-6). Stuart Smallwood ficou em terceiro com 67 (-5), seguido por cinco jogadores empatados com 68 (-4): Beau Hossler e Gregory Yates, os amadores Shuai Ming Wong e Lee Walker e o escocês Ross James.

Hammer, que ficou em segundo na chave, tenta jogar seu segundo US Open depois de ter se classificado para a edição de 2015 no Chambers Bay, quando tinha apenas 15 anos, e teve a honra de jogar a volta de treino como seu ídolo Jordan Spieth, que venceu. Agora com 17 anos, Hammer vai jogar o U.S. Amateur Four-Ball Championship, ao lado de Philip Barbaree, campeão do U.S. Junior Amateur de 2015.

Quem também se classificou para o U.S. Four-Ball, de 27 a 31 de maio, no Pinehurst nº 2, é o amador paulista Fred Biondi, radicado nos EUA, que formará dupla com Daisuke Nakano.