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Portland Open, a partir desta 5ª feira, será decisivo para a carreira profissional de Alexandre Rocha

22/08/2017

Entenda o que o brasileiro precisa conseguir esta semana para não perder o cartão do Web.com Tour

rocha super close

 

por: Ricardo Fonseca

O Portland Open, que vai ser jogado de quinta a domingo, no Oregon, dos EUA, encerrando a temporada regular do Web.com Tour de 2017, é a última chance para quem não está ainda entre os 75 primeiros do ranking de prêmios ganhos entrar no grupo que mantém o cartão para 2018, entre eles o brasileiro Alexandre Rocha, que está ameaçado de perder o emprego para a próxima temporada.

Rocha, que foi jogador do PGA Tour em 2011 e 2012, caiu para o Web.com Tour em 2013 e 2014 e caiu para o PGA Tour Latinoamérica, em 2015, conseguiu voltar ao Web.com Tour nos últimos dois anos, mas agora esta ameaçado de perder novamente o cartão do circuito de acesso ao PGA Tour. Rocha vem de um temporada onde perdeu mais cortes (11) do que jogou em finais de semana (9) e chega à semana final do calendário regular do circuito na 92º colocação do ranking de prêmio, com US$ 47.570 ganhos.

Contas Para manter o cartão para 2018, sem necessidade de voltar ao Qualifying School, Rocha precisa terminar esta semana entre os 75 primeiros do ranking, e não será tarefa fácil. Faltam US$ 12.078 para o brasileiro superar o hoje 75º do ranking (Brady Schnell, com US$ 59.647). E, dependendo dos demais jogadores que lutam para entrar ou continuar nos Top 75, nem isso pode bastar.

O mínimo que Rocha precisa fazer para ter chances de manter o cartão para 2018 é terminar entre os 17 primeiros em Oregon, com a ressalva de que ser for o 17º, não pode dividir a posição com mais de duas pessoas. Ou ficar em 16º, empatado com até mais três, ou 15º, empatado com até mais cinco jogadores. Melhor mesmo é ser Top 12 ou Top 10 e não correr riscos.

Desempenho Nos nove torneios em que passou o corte em 2017, em apenas um Rocha terminou na posição que precisa esta semana – o Rust-Oleum Championship, no começo de junho, onde foi quarto colocado. Desde então, Rocha jogou nove torneios, passou o corte em quatro e teve como melhor colocação um 29º lugar no Utah Championship, em julho. Em toda a temporada teve apenas mais um Top 30.

Se conseguir ficar entre os 75 primeiros do ranking – e jogo para isso ele tem de sobra -, a vida de Rocha ficará mais fácil. O brasileiro não tem mais chances de terminar a semana entre os Top 25 que já colocarão a mão, no domingo, em seus cartões para o PGA Tour. Mas sendo Top 75 Rocha se classificaria para jogar os quatros torneios dos The Finals, onde estarão em jogo mais 25 cartões para o PGA Tour. E com a emprego assegurado no Web.com Tour em 2018.

A segunda alternativa não é boa para Rocha, pois teria que arriscar tudo nas seletivas para o Web.com Tour de 2018. O brasileiro já entraria na segunda fase de seletivas (como Top 100 do ranking do Web.com Tour), mas teria que passar para a fase final e, depois ficar entre os 45 primeiros do torneio decisivo para ganhar um cartão que lhe permita jogar no circuito para valer.

Pressão – Se nada disso der certo, restaria a Rocha jogar novamente no PGA Tour Latinoamérica, um circuito muito caro, cansativo e com poucas recompensa para quem já esteve no nível que Rocha atingiu no golfe mundial. Rocha provou várias vezes que sabe jogar sob pressão. E está na hora de fazer isso novamente.