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PGA DO BRASIL E CONFEF REAFIRMAM CONVÊNIO DE COLABORAÇÃO MÚTUA

A PGA do Brasil e o CONFEF - Conselho Federal de Educação Física, se reuniram no último dia 7 de julho, refirmando o convênio que fizeram em 2002, com o objetivo de melhorar a qualidade dos profissionais brasileiros de golfe. 

No encontro, as duas entidades debateram o formato para estreitar a relação e o apoio mútuo entre ambas as organizações, visando aperfeiçoar os procedimentos de ensino.    

O encontro foi iniciativa da PGA do Brasil, e teve a presença dos mesmos representantes das duas entidades às 18 horas, nas instalações do Hotel Nobile Suites Congonhas, em São Paulo. 

O primeiro convênio foi assinado em janeiro de 2002, por Luiz Martins, presidente da PGA do Brasil, e Jorge Steinhilber presidente do Conselho Federal de Educação Física.  Durante o recente encontro foram abordados muitos assuntos relacionados à instrução do golfe como profissão, com ênfase à atuação do profissional provisionado e o formado em Educação Física e, contou com a presença do Professor Mariano Tessari Presidente do CREF - Santa Catarina.  

A Lei 9696 do Sistema CONFEF/CREFs define algumas normas para o exercício da profissão de instrutor em todas as modalidades de esporte. No caso do golfe, o convênio estabelece que os profissionais de golfe devam se adequar à Lei e registrar-se no Sistema CONFEF/CREFs, apresentando documentos que comprovem o exercício da função pelo período de três (3) anos antes da data em que a Lei 9696 foi promulgada, em 1998.   Para isso, foram criados os cursos de extensão universitária para os provisionados. A ideia não é nem nunca foi estabelecer que os profissionais de golfe deixassem de manter suas filiações junto a PGA do Brasil. Até porque o conhecimento técnico profissional  para exercer e trabalhar nesta função só poderá ser adquirido através da PGA do Brasil - Associação Brasileiras dos Profissionais de Golfe.

     
Por outro lado, os formados em Educação Física, que pela Lei estão autorizados a ministrar aulas em qualquer modalidade de esporte, deveriam buscar as entidades representativas da modalidade escolhida para a necessária capacitação e preparação que lhes permitam adquirir a condição e conhecimento exigidos para o exercício da profissão.  É o mesmo que acontece com os médicos, que se formam na Universidade, mas para atuar em uma área especifica, devem buscar a capacitação necessária.  No golfe acontece o mesmo. Assim, os profissionais de Educação Física que desejam trabalhar no ensino do golfe devem buscar a entidade responsável pelo esporte, a PGA DO Brasil, explica o Professor Jorge Steinhilber. 

Os clubes  em geral poderiam admitir os professores de Educação Física como assistentes do profissional de golfe considerando que é uma área especifica para a qual esses universitários não estão orientados nem capacitados.

            
Já no caso dos profissionais de golfe, e independentemente da formação acadêmica de cada um deles, a Lei reconhece os profissionais atuantes e, é claro e notório, que mesmo sem a formação acadêmica exigida pela lei, somente os profissionais de golfe tem formação para responder e se responsabilizar pelas operações de um clube de golfe.

O convênio permitirá uma estreita colaboração entre a PGA do Brasil e o CONFEF, em vários e diferentes  aspectos na indústria do esporte e se acrescenta aos acordos anteriormente pactuados entre as entidades.  Os profissionais beneficiados serão todos aqueles profissionais de golfe com formação acadêmica ou não, que estejam em dia com suas obrigações com na entidade.    

Vamos ajudar na fiscalização e as denúncias serão feitas com base na forma de atividade e apresentação de documentos do profissional. Queremos passar toda área técnica aos profissionais seja de Educação Física ou profissionais de golfe e assim prestar um melhor serviço a todos os nossos clientes. Desta forma, completamos uma serie de atuações preestabelecidas  nas linhas  aprovadas pela diretoria da nossa organização, com o objetivo de potencializar as ações nos cursos de capacitação e formação de profissionais para trabalhar com a instrução do golfe, ao mesmo tempo em que estaremos destacando uma excelente oferta de qualidade e profissionalismo para uma melhor opção  de aprendizagem no esporte golfe.  

Luiz Martins explica, que a PGA do Brasil quer o respeito aos profissionais junto a comunidade golfistica, ele considera e respeita a formação acadêmica dos profissionais de educação física mas que isso jamais deve tirar o brilho daqueles que naturalmente fizeram uma faculdade desde a época de “caddie ou jogador júnior” até decidirem trabalhar para o golfe.  Até antes da reunião com o CONFEF ideia era entrar com um processo na justiça reivindicando o direito do livre exercício da profissão considerando que nenhuma universidade contempla uma vírgula ou um programa de golfe em suas grades disciplinares.  A reunião com o Professor Jorge e Mariano teve resultados muito positivos e já se descartou a possibilidade de uma possível ação judicial.  Nesse sentido, os clubes e as federações devem saber que o Profissional de Golfe continua sendo o absoluto titular e possuidor dos conhecimentos das operações dos clubes, e que os professores de Educação Física poderão se incorporar ao staff das operações do golfe na área de instrução como assistentes dos profissionais de golfe, considerando que estamos falando de um trabalho especificamente atribuído a um profissional já devidamente capacitado para esta área na indústria do golfe", explica Luiz Martins, presidente da PGA do Brasil.

Ivo Simon
Coordenador de Imprensa