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O maior torneio da África Ocidental contou com três profissionais da PGA do Brasil

 
Guillermo, Gustavo, Ronaldo e Luiz Martins

Guillermo, Gustavo, Ronaldo e Luiz Martins

Por Guillermo Piernes*

Três profissionais representaram o Brasil no grande torneio de golfe da África Ocidental, o 3e Actuaries Open, em Mongolo, Guiné Equatorial. A quinta edição do 3e Actuaries Open finalizou no domingo, dia 17 de dezembro.

O torneio reuniu jogadores de 34 países e distribuiu uma bolsa total de U$ 250 mil, com U$ 150 mil para os homens e U$ 100 mil para as damas que disputaram competição paralela.

Ronaldo Francisco, Gustavo Teodoro Silva e Luiz Martins, foram os três profissionais brasileiros que participaram do torneio masculino.

Olawale Opayinka

Olawale Opayinka

Gustavo Teodoro conseguiu chegar a rodada final, passando assim o corte classificatório no seu segundo torneio internacional, o primeiro foi o Aberto do Peru do PGA Latinoamerica.

Os três profissionais brasileiros chegaram a Mongomo, após uma classificatória nacional em São Paulo, seguindo o mesmo modelo das realizadas em Dubai nos Emirados Arabes, Ibadan na Nigéria e Cidade do Cabo na Africa do Sul.

Ronaldo Francisco como o número um do ranking profissional do Brasil o profissional da Quinta do Golfe, em São José do Rio Preto (SP) tinha condições de passar o corte classificatório, porém foi obrigado a abandonar por lesão no pulso direito ao inicio da segunda rodada.

Gustavo Teodoro Silva, número dois do ranking brasileiro e profissional do clube Ipê, em Ribeirão Preto (SP), teve uma primeira rodada complicada porém na segunda voltou a seu nível e classificou para a rodada final finalizando na vigésima-sexta colocação.

Luiz Martins, presidente da PGA Brasil, jogou as três primeiras rodadas. Martins realizou um rápido curso de gestão de campo e manutenção de equipamentos para os funcionários do campo de golfe de Djibloho.

Os três jogadores brasileiros foram saudados pelo presidente do país africano Teodoro Obiang Nguema Mbasogo na alegre cerimonia de apertura do torneio, onde houve danças e musicas africanas.

Grand Hotel Djibloho

Grand Hotel Djibloho

Os profissionais brasileiros viajaram com recursos próprios e dos organizadores do torneio e com o apoio da PGA do Brasil porem sem repasses de verbas oficiais de qualquer instituição estatal ou do golfe.

O Presidents Golf Club foi cenário de golfe de primeira categoria do 3e Actuaries Open Golf Tournament, com um percurso longo de 7.500 jardas, terreno com boas inclinações, grandes bancas e amplos greens, alem de belos obstaculos de agua.

No 3e Actuaries Open participam jogadores profissionais de Brasil, Inglaterra, Itália, Austria, Bélgica, Colômbia, França, Gabon, Alemanha, Dinamarca, Irlanda, México, Portugal, Escôcia, Coreia, Paquistão, além de numerosos países africanos, entre eles os fortes em golfe como Africa do Sul e Nigeria.

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Além de jogar num campo de primeira qualidade, os visitantes ficaram hospedados num hotel de sete estrelas, o Grand Hotel Djibloho, a 35 minutos de carro do campo em Mongobo, pelas estradas e impecaveis estradas de recente construção.

“Guiné Equatorial é um país de encanto natural com os visitantes maravilhados com as suas belezas e a hospitalidade da sua gente”, definiu com precisão o Diretor Geral do torneio Olawale Opayinka.

Na abertura do torneio, o presidente da nação africana Mbasogo executou um putt simbólico e também deu um novo e importante apoio para o crescimento do golfe no coração da Africa.

Mbasogo comprometeu o seu apoio pessoal ao diretor do torneio Opayinka e CEO da 3e Actuaries Consultoria para construir um novo campo na Guine Equatorial, na litoranea Bata, ao discursar durante a colorida e animada abertura do torneio junto ao campo de Mongobo.

Será o quarto campo de golfe de Guinea Equatorial, que cresce como destino de turismo de golfe, alem de atrair turistas de negocios e interessados no novo Parque Nacional.

Para o presidente de Guinea Equatorial o golfe “constitui um meio de promoção da imagem internacional” alem de um componente de peso economico na industria do turismo.

“Meu sonho e ver aas crianças africanas de hoje competindo nos Jogos Olimpicos dos proximos 20 anos”, disse Olawale, que não somente comprometeu altos recursos financeiros da sua empresa para a realização do 3e Actuaries Open, como participou diretamente em cada passo da organização junto a sua esposa Lucie.

Guiné Equatorial é o único país do continente africano que tem o espanhol como lingua oficial, tendo adotado recentemente o francês e o português também como línguas oficiais.

“Gracias…merci…obrigado” a Guinea Equatorial, um dos segredos melhor guardados da Africa.

* Escritor, palestrante e editor de Golfe Empresas. Autor de livro +Liderança e Golfe – O Poder do Jogo na Vida Corporativa+

Foi correspondente internacional das agencias Reuters e UPI, portavoz da Organização dos Estados Americanos em Washington e Diretor Geral da OEA no Brasil.