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Aberto do Brasil 2017 pode ser o divisor de águas nas carreiras de Rafa Becker e Rodrigo Lee

27/09/2017

Além de pontos para o ranking mundial, estão em jogo vaga na final da Q-School e cartão do Web.com Tour

Os paulistas Rafael Becker (foto) e Rodrigo Lee, únicos brasileiros membros do PGA Tour Latinoamérica, já estão treinando forte para a disputa da etapa nacional do circuito, o 64º Aberto do Brasil, de 12 a 15 de outubro, quinta-feira a domingo, no Campo Olímpico de Golfe, no Rio de Janeiro. O torneio, que terá entrada livre para o público, pode significar uma guinada na carreira de ambos, que ainda sonham em chegar ao Web.com Tour, que, por sua vez, é a única porta de acesso para o PGA Tour, o circuito profissional de golfe mais bem pago e importante do mundo.

Com pouco mais de um terço do calendário de 2017 do PGA Tour LA a ser cumprido – restam seis de 17 torneios, tanto Becker como Rodrigo ainda podem conseguir terminar o ano entre os cinco primeiros do ranking de prêmios, o que lhes daria acesso direto ao Web.com Tour. Mas há muito mais coisas em jogo, uma vez que os dez primeiros ganham vaga na terceira e última fase das seletivas para o Web.com Tour (Q-School). Além disso, os 60 primeiros do ranking no final do ano manterão o cartão do PGA Tour LA para 2018, e os seis primeiros do torneio marcarão pontos para o ranking mundial de golfe.

Becker Em 47º lugar do ranking de prêmios, com US$ 13 mil ganhos, Becker, que venceu o Aberto do Brasil de 2014, pode, em caso de nova vitória, subir direto para os Top 10 do ranking de 2017 e manter vivo o sonho de terminar o ano como Top 5, o que lhe daria o cartão do Web.com Tour. Porém, como Becker optou por jogar a partir da primeira fase da Q-School (estreia uma semana antes do Aberto do Brasil), ser Top 10 do ranking de 2017 não lhe daria acesso à final da Q-School, pois a primeira opção anula o uso de qualquer benefício posterior nas seletivas.

   Rodrigo Lee

A temporada de 2014, sua primeira no circuito, foi também aquela em que Becker chegou mais perto de entrar para o Web.com Tour, feito que ele persegue pelo quarto ano consecutivo. Mesmo com a vitória no Brasil, e mais três Top 10s, incluindo um quarto lugar no Aberto da Argentina, Becker terminou 2014 como 11º do ranking do circuito. Este ano, Becker teve três Top 20s, incluindo um sexto lugar na Colômbia, em fevereiro, mas não chegou às rodadas finais dos quatro últimos torneios que disputou, uma delas por contusão.

Rodrigo – Para Rodrigo Lee, que joga sua terceira temporada completa do PGA Tour LA, terminar entre os Top 6 já seria um feito a ser comemorado, pois ele nunca conseguiu pontuar para o ranking mundial de golfe. Além disso, uma bola colocação o deixaria em posição tranquila para manter o cartão para 2018 – hoje estaria fora dos Top 60, em 64º lugar, com US$ 8,3 mil ganhos.

Um bom resultado em casa também faria Rodrigo manter viva as chances de ainda ser Top 10 do ranking de prêmios, o que o colocaria na seletiva final para o Web.com Tour. Seu melhor ranking final do circuito foi em 2016, quando Rodrigo terminou em 35º na lista de prêmios, graças a sete colocações entre os 20 primeiros. Este ano, o único Top 20 de Rodrigo foi o 14º lugar no Aberto del Centro, na Argentina.

Rocha – O também paulista Alexandre Rocha, que foi membro do Web.com Tour em 2017, mas perdeu o seu cartão, também teria vaga assegurada no Aberto do Brasil se quisesse jogar, mas diz que não planeja vir ao Brasil, pois programou uma viagem com a família para a mesma semana. Rocha pretende concentrar suas forças na recuperação de seu cartão, uma vez que por ter sido Top 100 do Web.com Tour ele entra direto na segunda fase das seletivas. Vai jogar na Q-School de 4 a 7 de novembro, em Brooksville, na Flórida.

Em 2015, Rocha foi o outro único brasileiro, além de Becker, a vencer o Aberto do Brasil desde que o torneio passou a integrar o PGA Tour LA. Naquele ano, Rocha terminou em quarto lugar no ranking de prêmios, recuperando o cartão do Web.com Tour, que ele perdera um ano antes, o que o havia obrigado a regressar ao PGA Tour LA por uma temporada. Desde 2013, ano em que o PGA Tour LA começou a ser jogado, Rocha foi o único brasileiro a terminar uma temporada como Top 5 e ganhar acesso ao Web.com Tour.

Mais brasileiros – Além de Becker e Rodrigo, haverá muito mais brasileiros em campo. Sete profissionais ganharam vaga por serem os melhores, até agora, do ranking do ProTour, o Mini Tour Profissional de Golfe apoiado pela CBG: Ronaldo Francisco, Rafael Barcellos, Gustavo Teodoro, Odair Lima, Marcos Silva, Felipe Navarro e Pablo de la Rua Herik Machado, o amador número 1 do Brasil, também recebeu convite.

Existem ainda outras oito vagas que serão distribuídas no Monday Qualifying, seletiva em 18 buracos, aberta a amadores e profissionais de qualquer país, que será jogada na segunda-feira da semana do Aberto do Brasil, no Campo Olímpico. Os classificados de nono lugar em diante ficam como reservas no caso de alguma desistência de última hora, o que é comum acontecer.

Patrocínio – O Aberto do Brasil vai ser jogado em 72 buracos (quatro dias). Após as duas primeiras rodadas haverá um corte e apenas os 55 primeiros e empatados poderão disputar os prêmio em dinheiro no final de semana. A bolsa é de US$ 175 mil, sendo US$ 31,5 mil ao campeão. Todos os que passam o corte ganham prêmios em dinheiro.

O 64º Aberto do Brasil tem patrocínio da Embrase Segurança e Serviços, Bupa e Bodega Garzón Uruguay. Os apoios são do PGA Tour Latinoamérica, Hospital Pequeno Príncipe, Campo Olímpico de Golfe e revista Golf & Turismo, além do Comitê Olímpico do Brasil, com recursos da Lei Agnelo Piva. O evento é organizado pela Confederação Brasileira de Golfe (CBG). Rolex é o relógio oficial da CBG e do Aberto do Brasil.

Fonte de Noticia : http://www.golfe.esp.br/aberto-do-brasil-2017-pode-ser-o-divisor-de-aguas-nas-carreiras-de-rafa-becker-e-rodrigo-lee/